Todos nós já sabemos dos inúmeros benefícios do consumo regular do óleo de côco. Direta ou indiretamente, o óleo de côco promove uma ação antioxidante, anticonvulsiva, antiviral, antitóxica, antiespasmódica, antitrombolítica, anticâncer, pro-memória, pro-mielinização dos nervos, pro-atenção, pro-normalização do colesterol, entre muitos outros. Uma "usina de saúde"!Recentemente, foi observado um caso impressionante de melhora de um quadro avançado da Doença de Alzheimer. Uma médica americana, Dra. Mary Newport, vivia o drama da doença com seu próprio marido, e custava-lhe muito ver sua memória e orientação degradar-se dia após dia. Como boa profissional, ela seguia atentamente o tratamento que era sugerido para seu marido, mas tudo o que via era ele ficar cada dia pior. Sua memória degradava-se, já nem conseguia orientar-se no tempo e no espaço, e estava fisicamente debilitado.
Partiu então para uma pesquisa por conta própria, e chegou a estudos sobre os efeitos que os triglicerídeos de cadeias médias tinham no cérebro e na memória, e resolveu experimentar essa linha de abordagem. O óleo de côco é riquíssimo nesse tipo de triglicerídeos, de modo que, baseada nas quantidades sugeridas pelos estudos, ela começou por lhe oferecer cerca de três colheres de sopa no café da manhã. Afinal, não tinha nada a perder - o óleo de côco é um alimento saudável, e, se bem não lhe fizesse, mal não haveria de lhe fazer.
Antes de começar a oferecer-lhe o óleo de côco, a Dra. Newport submeteu o marido, Steve Newport, a um teste simples usado para verificar o avanço da demência em pacientes neurológicos. Foi solicitado a ele, que desenhasse um relógio - e eis o que ele desenhou...

Pouco restava do conceito de "relógio"...
Depois de duas semanas consumindo regularmente o óleo de côco, novamente lhe foi solicitado que desenhasse um relógio...

Além do evidente progresso no reconhecimento do conceito e das formas, sua memória havia melhorado visivelmente, e já não se mostrava tão desorientado.
E, finalmente, 37 dias depois, o paciente foi solicitado mais uma vez a desenhar um relógio...

Isso é extraordinário, não? Em pouco mais de 1 mês, que diferença!
Mas, como é que os triglicerídeos de cadeia média do óleo de côco agem contra a Doença de Alzheimer?
Durante a digestão, os triglicerídios de cadeia média são transformados em ácidos graxos de cadeia média, alguns dos quais são convertidos em cetonas. O tecido nervoso, incluindo o cérebro, se vale da glucose para obter energia. As células nervosas também podem converter cetonas em energia. Quando a glucose é restrita, o corpo converte a gordura em cetonas, que supre o cérebro com a energia que ele necessita para funcionar como previsto.
Certas condições, tais como inflamação crônica, podem levar as células a se tornarem resistentes à insulina. A insulina é um hormônio que leva a glucose do sangue para as células. A glucose não pode entrar nas células sem a ajuda da insulina. Quando ocorre resistência à insulina, os receptores de insulina não funcionam muito bem e não conseguem transportar adequadamente a glucose para dentro das células. Quando a inflamação afeta o tecido nervoso, as células nervosas se tornam resistentes à insulina. Portanto, o cérebro se torna impossibilitado de receber a glucose que necessita, e as células nervosas se degeneram e morrem, levando a problemas neurológicos, tais como a Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson e outras.
Hoje, pouco mais de dois anos depois, Steve Newport toma três a quatro vezes mais óleo de côco do que as 3 colheres de sopa desse período inicial, e não se pode dizer que a doença esteja curada... Mas, seus progressos são extraordinários, na medida em que ganhou mais independência, já se veste sem dificuldade e realiza tarefas produtivas sozinho. Deixou de ter uma série de sintomas físicos, como tremores e perda visual, caminha sem perder o equilíbrio e já não tem sintomas de depressão. Sua memória recente está razoavelmente equilibrada, já não está tão distraído e sua comunicação verbal melhorou a ponto de manter uma conversa quase normal.
O que a história da busca da Dra. Mary Newport nos deixa, é lição de que uma simples interferência na alimentação talvez (ainda!) não possa curar doenças como Alzheimer ou Parkinson - embora certamente tenha melhorado extraordinariamente a qualidade de vida do paciente e seus familiares - mas certamente poderá ser capaz de, além disso, evitar que a doença se desenvolva, ou mesmo se instale.
Já tomou seu óleo de côco hoje?...
Vale a pena saber mais!
Book - Coconut Cures
Coconut Research Center
Coconut Oil - Raymond Peat
Dra. Mary Newport fala sobre o estudo de caso de seu marido
What if there was a cure for Alzheimer's Disease and no one knew?
ÓLEO de CÔCO Extra Virgem Orgânico: entendendo o que são gorduras saturadas, mono-insaturadas e poli-insaturadas
CURTINHA: óleo de côco protege seu fígado do álcool e de uma dieta sem carne e ovos
Alguns MITOS e VERDADES sobre a gordura X hipertensão, colesterol...


4 comments:
Acho que chave aqui não é tão somente o côco, mas sim uma dieta cetogênica.
http://evolutionarypsychiatry.blogspot.com/2011/01/alzheimers-mild-cognitive-impairment.html
http://evolutionarypsychiatry.blogspot.com/2010/08/your-brain-on-ketones.html
Sendo o Alzheimer considerado por alguns o diabetes tipo 3, de nada adiantará o consumo regular de óleo de côco se a pessoa continuar consumindo toneladas de carboidratos...
Olá, Mario
Tenho vários posts abordando os problemas do açúcar e excesso de carboidratos e gorduras "ruins", embora existam divergências entre os autores... na minha modestíssima opinião de leiga, o problema não está tanto nos carboidratos, mas no tipo de carboidratos e na forma como são ingeridos, algo similar ao que acontece quando se fala genericamente em "gorduras".
Você pode ver nesse post do blog Canibais e Reis, que a Dieta do Paleolítico é elevada em carboidratos - mas não qualquer tipo de carboidratos! E, no entanto, segundo este estudo, parece ter atuação positiva na prevenção da degeneração das funções cerebrais.
Por outro lado, a Dra. Newport não faz referências a dietas específicas, tendo inclusive mencionado que o café da manhã de seu marido é um mingau de aveia ou kefir, por exemplo. Segundo o que ela diz em seu paper, os triglicerídios de cadeia média do óleo de côco são digeridos de maneira diferente das demais gorduras, pois o fígado os converte diretamente em cetonas, que ficam disponíveis para serem imediatamente utilizadas como energia pelo cérebro, tanto na ausência como na presença da glucose. Ainda segundo pesquisas que ela cita, uma dieta suplementada com triglicerídios de cadeia média, também parece estimular certos peptídeos cerebrais, entre eles o BDNF (brain derived neurotrophic factor), que estimula o crescimento de novos neurônios e o NGF (nerve growth factor), que estimula o crescimento de novos nervos.
Ainda em seu paper a Dra. Newport esclarece que corpos cetônicos não estão normalmente presentes em nosso sangue, exceto nos casos de jejum de pelo menos 2 dias ou no consumo de uma dieta low-carb, o que certamente chegaria a resultados similares - isso já foi visto em laboratório com ratos. A suplementação parece, no entanto, dispensar essas situações. O caso de Steve Newport é prova disso, embora, no caso dele, o dano já fosse excessivo, quando a Dra. Newport começou com esse "regime", o que compromete um resultado final 100% positivo. Mas o ganho parece ter sido inquestionável.
Obrigada pela colaboracão e pelos links!
Angela
Cara Ângela, obrigado por mais este excelente artigo. Em matéria de Alzheimer, vale a pena ler este artigo da Dra. Stephanie Seneff: http://people.csail.mit.edu/seneff/ Um abraço, Ricardo.
Ricardo, meu amigo, obrigada por mais essa excelente referência! Por que seré que os médicos desconhecem ou fingem desconhecer essas evidências?!... O Tom Naughton publicou um post com link para um video quase cruel, sobre o (a)buso de medicação em crianças com distúrbios de comportamento nos Estados Unidos. Difícil entender como se pode ignorar completamente o trabalho de médicos como a Dra. Natasha Campbell-McBride e da Dra. Julia Ross...
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