15 Novembro 2009

BANDEIRAS deliciosas

Em Outubro deste ano, realizou-se o primeiro Festival Internacional de Comida de Sidney, Austrália. Para celebrar com entusiasmo, a Agência Publicitária responsável pela programação visual do evento, recriou as bandeiras nacionais dos países participantes utilizando alimentos populares em cada uma das nações. Como é bonita a diversidade!

Austrália

Brasil

Coréiado Sul

França

Grécia

Índia

Itália

Japão

Líbano

Espanha

Suíça

Vietnam


Vale a pena saber mais!
Sydney International Food Festival
* TRADUÇÃO para o Português

30 Outubro 2009

King CORN

Por trás dos hamburgers e dos refrigerantes, existe um ingrediente que abastece a "fast food nation" americana - e, quem sabe a nossa também... o MILHO.

Alarmados com a crescente obesidade dos americanos, dois recém formados transformaram-se em pesquisadores e cineastas, na tentativa de entender como o milho se transformou num grande vilão desta história, e também num grande negócio - e como ele pode ser encontrado na "cadeia alimentar" americana, onde quase tudo o que os americanos comem leva milho: xarope de milho (o nosso Karo...), gado alimentado com milho e ração de grãos (que nem o nosso...alimentado com milho, antibióticos e outros medicamentos, suplementos alimentares e estrogênio, gordura liquefeita, uréia...), e "alimentos" processados à base de milho.



Bem humorado, inteligente e triste, o filme mostra a diferença entre estar bem alimentado e bem nutrido. É de supor que, depois de ver o filme, muita gente vai querer ficar longe do milho por muuuuito tempo!

Vale a pena saber mais!
King Corn - Site oficial
King Corn na PBS
The Double Danger of High Fructose Corn Syrup
Corn is a toxic grain
In favor of corn
* TRADUÇÃO para o Português

27 Outubro 2009

Salada de frutas, só se for com CREME DE LEITE!

O Dr. Barry Groves, PhD - conhecido pesquisador britânico - publicou recentemente em seu blog o resultado de um estudo cohort realizado na Suécia nos anos 1989 a 2001. Durante esses 12 anos, 1752 homens (metade fazendeiros, metade não fazendeiros) foram acompanhados em relação à sua alimentação e aos eventos cardiovasculares ocorridos com eles nesse período.

O resultado, embora seja apenas de cunho associativo, e não causativo, vai deixar muita gente de cabelo em pé!
O estudo chegou à conclusão de que comer frutas e vegetais parece só trazer benefícios quando acompanhados do consumo de um alto teor de gordura do leite (leia-se leite e derivados). O que foi verificado é que, sem essa gordura, não só havia apenas um pequeno (ou mesmo nenhum) benefício no consumo das 5 porções diárias de frutas e vegetais habitualmente recomendadas, como na verdade o consumo das frutas e vegetais sem a gordura do leite, aumentava os riscos de doenças cardíacas em 70%!

Melhor ler isso novamente... com calma! E, em caso de dúvida, a publicação original do estudo pode ser encontrada aqui, seríssima, para quem quiser ler. Segue um pequeno resumo.

O consumo de frutas e vegetais tem sido considerado como protetor do coração, e a adoção de uma Dieta Mediterrânea parece reduzir o risco de problemas cardíacos e mesmo as taxas de mortalidade. Entretanto, dizem os autores desse estudo, os fatores que seriam mediadores desse efeito protetor, ainda são tema de debate, e a hipótese lipídica, que teve origem em 1950 - dizendo que as gorduras saturadas levariam à doença cardíaca através de alterações que provocariam nas gorduras do sangue - está há algum tempo sob reavaliação.



O estudo em questão aqui, investigou o impacto que escolhas alimentares teriam no aparecimento da doença coronariana - e o que foi identificado foi exatamente essa significativa interação entre o consumo de frutas e vegetais e o consumo da gordura proveniente do leite.

A ingestão diária de frutas e vegetais encontrou-se associada a um baixo risco de doença coronariana, somente quando combinada com um consumo elevado de gordura do leite. Baixo consumo de gordura do leite, e consumo de pão integral ou de peixe (este pelo menos duas vezes por semana) - o que é habitualmente recomendado - não se apresentou associado à redução de risco de doença coronariana. Ou seja, esses resultados não se apresentam de acordo com as atuais recomendações nutricionais.

Posso novamente sugerir a releitura desse último paragrafo?...

Numerosos compostos bioativos presentes nas frutas e vegetais têm efeitos benéficos para a saúde, mas, segundo os autores desse estudo, até hoje não existem evidências claras de benefícios na prevenção de doenças com o consumo de doses extras desses compostos (vitaminas, etc.) sob a forma de suplementos. O alto consumo de substâncias bioativas nos alimentos associado ao consumo de gorduras com um perfil balanceado que inclui ácidos graxos essenciais é a possível explicação para os efeitos protetores da Dieta Mediterrânea. Muitas vitaminas e outras substâncias essenciais são solúveis em gordura, o que pode explicar os resultados encontrados nesse estudo, qual seja, o efeito protetor da ingestão diária de frutas e vegetais apenas nas pessoas que também consumiam gordura do leite em altas quantidades.

As evidências indicam efeitos nocivos das gorduras trans na doença coronariana, mas não existem evidências suficientes da associação entre gordura saturada e doenças cardíacas. Uma recente meta-análise de 15 estudos cohort sobre a relação entre o consumo de leite e derivados e a doença vascular, encontrou riscos mais baixos de acidente vascular cerebral e/ou doença cardíaca em pessoas cujo consumo de leite e derivados era mais alto do que em pessoas onde esse consumo era mais baixo..

Muitos participantes no estudo de que estamos tratando (518 homens), fazendeiros ou moradores da área rural na Suécia, bebiam leite diretamente da fazenda, isto é, leite não-pasteurizado e não-homogeneizado. Os demais consumiam leite pasteurizado e homogeneizado. Os resultados foram os mesmos nos dois grupos: o consumo diário de frutas e vegetais combinado com o consumo médio/alto de gordura do leite e derivados apresentou-se associado a um menor risco de doença coronariana nesse estudo cohort na população de 1752 homens da área rural da Suécia.

Embora se possa dizer que existem muitos outros fatores que possam estar envolvidos, e que "uma andorinha só não faz o verão", nesse caso existe, aparentemente, relevância estatística suficiente para que o assunto venha a merecer a devida atenção da comunidade científica. Afinal, esse está longe de ser o único estudo que favorece o consumo de gorduras saturadas como benéficas à nossa saúde... as recomendações dietéticas oficiais, no mínimo, precisam ser revistas no que diz respeito aos efeitos interativos dos diversos componentes dos alimentos na saúde.

Vale a pena saber mais!
Don't you want a heart attack? Eat your fruit with cream
I’ll have mine with fat, please
Ancel Keys, fundador da epidemiologia moderna e também dos mitos do colesterol e das gorduras saturada
Swedish Showdown On Saturated Fat
* TRADUÇÃO para o Português

09 Outubro 2009

ÓLEO de CÔCO Extra Virgem Orgânico:
entendendo o que são gorduras saturadas, mono-insaturadas e poli-insaturadas

Este é um artigo de José Luiz Moreira Garcia, Agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro com Mestrado em Fisiologia e Bioquímica pela Michigan State University – reproduzido aqui com autorização do autor.

Várias pessoas me pediram para escrever algo sobre o Óleo de Côco ou sobre para que serve o Óleo de Coco. Sabem que o Óleo de Coco é bom para a saúde por terem ouvido relato favorável de outras pessoas que já o consumiram. Sabem, também, que nas populações que o consomem tradicionalmente, isto é, lugares como Ilhas Fiji, Filipinas e Ilhas do Pacífico que a incidência de câncer e de outras doenças degenerativas próprias da nossa sociedade atual, como doenças cardiovasculares, etc. é bem menor do que no resto do mundo.

Porém, essas informações esparsas não os convencem da superioridade desse alimento nem da necessidade de o consumirem regularmente e desejam saber mais sobre o assunto. Existe na cabeça da maioria das pessoas, hoje em dia, a idéia conflitante de que as gorduras saturadas não seriam boas para a nossa saúde e tendem a reagir de forma, até certo ponto, cínica quando se deparam com novas informações sobre a nutrição e a saúde que contradizem esse mito já desgastado.

Algumas pessoas até sabem que, se os Triglicérides de Cadeia Média (TCM) do óleo de coco são usados em fórmulas para bebês prematuros, recém nascidos, crianças, idosos, convalescentes, pessoas com comprometimento hepático e até em fórmulas energéticas para atletas, não podem ser ruins para a nossa saúde.

A taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares nas Filipinas, país onde o Óleo de Côco e o Côco são largamente consumidos é de 120 pessoas contra 548 no Japão e 814 nos EUA, para cada 100.000 pessoas com idades entre 35 a 74 anos. (2, 5)

Entretanto, alguma coisa parece ainda não se encaixar. Por acaso o Óleo de Coco não é composto de gordura saturada? Gordura saturada não é prejudicial à saúde? As dúvidas crescem ainda mais e aumentam a curiosidade de saberem mais sobre o Óleo de Côco.

Mas, como escrever algo sobre o Óleo de Côco que possui na sua composição principalmente os Ácidos Graxos de Cadeia Média (AGCM) e/ou Triglicérides de Cadeia Média (TCM) sem falar sobre óleos e gorduras de uma maneira geral? Como falar sobre Óleo de Coco e suas propriedades nutritivas excepcionais bem como sobre as suas propriedades medicinais, hoje amplamente comprovadas pela literatura científica, sem falarmos sobre como é organizado o processo de difusão de conhecimento na nossa sociedade atual?

Como comentar sobre Óleo de Côco sem expor a ignorância, desinformação, contradições e má fé daqueles que, por força de lei, são as pessoas indicadas e autorizadas a falar sobre nutrição e saúde não só no Brasil mas também em qualquer parte do mundo, isto é, médicos e nutricionistas?

Dessa forma não me resta outra saída a não ser informar ao meu público leitor como se processam as informações sobre Saúde e Nutrição principalmente no Brasil, doa a quem doer.

Em nosso país, ao contrário de outros países mais desenvolvidos, a classe médica se arvora no direito de dar sempre a ultima palavra sobre quaisquer assuntos relacionados à saúde e nutrição muito embora a sua grade curricular não contemple o estudo aprofundado da nutrição e ciências correlatas. Os médicos na sua grande maioria são profissionais abnegados e importantíssimos e, graças a eles, milhares de vidas preciosas são salvas a cada minuto, entretanto, a sua reconhecida competência, ao que tudo indica, se restringe aos centros cirúrgicos, salas de operação, UTIs, na Medicina Diagnóstica, etc., porque, quando resolvem dar conselhos de saúde as pessoas, o resultado, via de regra, é desastroso.

Assim, alguns médicos se transvertem de nutricionistas quando se auto-denominam “Nutrólogos”, aberração essa, creio, ser exclusiva do Brasil e outros países à espera do verdadeiro desenvolvimento que não pode ser simplesmente medido por PIBs. A sanha monopolizadora da área de Saúde pelos médicos é tal, que, hoje em dia, nem mesmo um simples vidro de Óleo de Fígado de Bacalhau pode ser comprado “sem receita médica” em nosso país, em farmácias de manipulação. Da mesma forma os chamados “Nutricionistas”, se avaliada a sua grade curricular, não passam do que em outros países denomina-se de “Dietistas”, pois formam-se para exercerem tão somente a tarefa de prepararem dietas em hospitais , fábricas, etc.... Devida a sua formação precária que ainda utiliza Tabelas de Composição de Alimentos elaboradas há mais de 50 anos atrás, para sorte nossa, são impedidos de consultar as pessoas visando a melhoria da sua saúde. À sua formação, faltam conhecimentos de Imunologia, Genética, Biologia Molecular, Bioquímica e Farmacologia.

Assim, médicos travestidos de Nutricionistas e auto-denominados “Nutrólogos” e Dietistas alçados a posição de Nutricionistas vão dizendo à população brasileira, que padece tanto de analfabetismo propriamente dito bem como de analfabetismo funcional (que atinge a todas as classes), o que fazer e o que comer, sem que com isso consigam reverter a marcha da maioria das doenças cujas origens estão na forma errada e equivocada de se alimentarem. O que se observa é o aumento do número de mortes devido ao câncer, diabetes, doenças coronarianas e o aumento considerável da incidência de doenças auto-imunes.

Seria o caso de perguntarmos: -“ Se os senhores estão, de fato, falando a verdade, porque é, então, que as doenças insistem em aumentar de incidência e, ao fazerem isso, insistem em os desmentir?” Essas autoridades constituídas que insistem em nos dizer o que fazer e o que comer eu denominei de Ditadores Dietocráticos.

Não é novidade para ninguém que, a maioria dos médicos após terem se formado, são educados e informados pelas empresas farmacêuticas. Isso já foi motivo de reportagem não só no Jornal Folha de São Paulo como também na Band TV. São gastos milhões com esse objetivo, todos os anos. Por outro lado a indústria de óleos vegetais também gasta vultuosas quantias para promover seus produtos, entre eles a famigerada “margarina” com o auxílio não desinteressado de associações de classes médicas ou de nutrição.

Essa tipo de informação prêt-à-porter divulgada pela nossa mídia, de aluguel ou não, nos diz que “óleos vegetais são bons para a saúde enquanto que gorduras animas são ruins para a saúde”. Essa mesma linha de raciocínio deturpado nos informa que ”gorduras saturadas são ruins para a saúde enquanto que gorduras poli-insaturadas seriam boas para a saúde”. Essa noção de que óleos vegetais seriam bons para a saúde humana foi bastante veiculada nas décadas de 60 e 70. Óleos Vegetais poli-insaturados, como Mazola, eram altamente propagandeados como tendo efeito protetor para o coração e as pessoas eram recomendadas a comerem margarina ao invés de manteiga para reduzir o colesterol (sic). Pesquisadores agora acreditam que dietas com níveis elevados de gorduras poli-insaturadas na verdade aumentam a incidência de doenças coronarianas e o que é pior, as gorduras “trans” presentes tanto nos óleos vegetais extraídos a alta pressão e temperatura quanto nas margarinas, também estão implicados na incidência não só de doenças coronarianas como também de câncer.

Infelizmente, a realidade não é tão simples e maniqueísta assim, isto é, “saturada é ruim” e “poli-insaturada é boa”. Para início de conversa, não existe nem óleo e nem gordura que seja 100% saturada ou 100% poli-insaturada (2). Uma gordura 100% saturada teria a consistência de borracha e seria indigerível, enquanto que um óleo que seja 100% poli-insaturado é inexistente na natureza (2).

O hábito muito em voga hoje em dia entre Médicos e Nutricionistas de se referirem a gorduras animais como sendo gorduras saturadas não só deseduca a população como também é pura ignorância. Por exemplo, a gordura de carne vermelha é 54% insaturada, o sebo é 60% insaturado e a gordura de galinha é cerca de 70% insaturada e recebem o rótulo de “saturada” (2).

As gorduras animais foram demonizadas sistematicamente a partir da década de 50, hoje, sabe-se, que para defender, sobretudo aos interesses econômicos dos produtores de soja americanos, pois toda a gordura utilizada no setor de fast food era importada de países tropicais, utilizando-se procedimentos científicos questionáveis e objeto de amplo exame e críticas em livros especializados como o excelente livro do Dr. Uffe Ravnskov, M.D., Ph.D, “ The Cholesterol Myths (8).

Retirei algumas frases desse excelente livro que recomendo a todos:

Você sabia que...

- o colesterol não é um veneno mortal, mas uma substancia vital as células de todos os animais mamíferos?

- que seu corpo produz 3 a 4 vezes mais colesterol do que a quantidade que você ingere ?

- que essa produção aumenta quando você come apenas pequenas quantidades de colesterol e diminui quando você consome grandes quantidades de colesterol ?

- que a dieta “prudente”, baixa em gorduras saturadas e colesterol, não pode diminuir o seu colesterol em mais do que uma pequena porcentagem ?

- que várias das drogas usadas para reduzir o colesterol, denominadas estatinas, são perigosas a sua saúde e podem diminuir a sua expectativa de vida ?

- que você pode se tornar agressivo ou com tendências suicidas se o seu colesterol for muito baixo ?

- que se você consumir muito óleos poli-insaturados você irá envelhecer mais depressa?

- que os ácidos graxos poli-insaturados, aqueles mesmo que são propagandeados para a prevenir acidentes coronarianos, estimulam câncer e infecções em cobaias?

- que excesso de poli-insaturados pode provocar aterosclerose ?

- que mais de 30 pesquisas com mais de 150.000 indivíduos demonstrou que as pessoas que sofreram ataques do coração, não comeram mais gordura saturada ou menos óleos poli-insaturados do que as outras pessoas ?

- que mulheres com mais de 60 anos e colesterol alto vivem mais do que mulheres idosas com colesterol baixo ?

- que todas as informações acima tem sido publicadas na literatura científica há décadas, mas que mesmo assim, essas informações são ignoradas pelos proponentes da dieta baixa em gordura saturada e sistematicamente omitidas do grande público?


Caso os senhores não estejam sabendo dos fatos apresentados acima valeria a pena a leitura desse e de outros livros relacionados no final desse artigo.

Tomo, então, a liberdade de informar aos senhores alguns aspectos importantes relacionados aos óleos e gorduras.

Um pouco de Química não faz mal a ninguém – “Química dos Óleos e Gorduras 101”

Óleos recebem essa denominação por se apresentarem líquidos a temperatura ambiente enquanto que as gorduras se apresentariam na forma sólida, nas mesmas condições. Ambos, óleos e gorduras, são compostos de coleções de moléculas denominadas triglicerídeos ou TGs. Os triglicerídeos são formados por três ácidos graxos ligados a uma molécula de Glicerol.

O que diferencia um óleo e uma gordura da outra é exatamente essa composição ou esse perfil de ácidos graxos que os compõem. A composição de ácidos graxos de um óleo ou de uma gordura é o seu DNA ou se preferirem o seu “RG”. É o que os identifica e os distingue.

Os ácidos graxos, por sua vez, são divididos em três categorias: saturados, mono-insaturados e poli-insaturados. Cada categoria possui vários membros.

Todos os óleos e gorduras são formados pela mistura dessas três categorias, isto, é ácidos graxos saturados, mono-insaturados e poli-insaturados.

Cada um desses ácidos graxos, independentemente de serem saturados, mono-insaturados ou poli-insaturados, afetam o nosso corpo de maneira diferente. Assim, um determinado ácido graxo saturado poderá ter um efeito maléfico sobre a nossa saúde enquanto outro poderá ter um efeito benéfico. Da mesma forma os mono-insaturados. Por exemplo, o azeite de oliva cujo principal ingrediente é o acido graxo mono-insaturado denominado acido oléico é sabidamente benéfico à saúde desde tempos bíblicos. Por outro lado, o ácido erúcico também mono-insaturado é extremamente tóxico ao coração, talvez mais do que qualquer outro acido graxo conhecido. O acido erúcico é um dos componentes do óleo de Colza, planta que recentemente foi rebatizada como “Canola” após ter sido geneticamente manipulada para ter teores de acido erúcico reduzidos, fato este contestado por alguns autores. É por essa razão que até hoje os Estados Unidos não permitem o uso do óleo de Colza (“canola”) em formulas infantis . Não obstante essa disparidade de efeitos no corpo humano, a diferença química entre os acido oléico e o acido erúcico é muito pequena. É preciso tomar muito cuidado, pois a natureza é bastante sutil e não comporta conceitos maniqueístas.

Por outro lado, vários ácidos graxos poli-insaturados também podem causar problemas à saúde, de forma que tentar separar ”ruins” e bons” como “saturados” versus “insaturados” é de um maniqueísmo infantil até hoje nunca visto.

Da mesma forma temos ácidos graxos saturados que são excelentes para a saúde com é o caso do ácido láurico principal componente do óleo de Coco. O ácido láurico, por exemplo, é o acido graxo presente no leite materno.

Portanto, jamais poderemos dizer que tal óleo é bom porque é insaturado e tal óleo é ruim porque é saturado. Para começar, qualquer tipo de óleo é composto de todas as três classes, isto é, mono, poli-insaturados e saturados. Rotular algum tipo de óleo como ” saturado” ou “insaturado” é de uma simplificação tal que beira a ignorância. Infelizmente é esse tipo de informação imprecisa e não verdadeira que tem sido veiculada pelos Ditadores Dietocráticos e pela mídia sensacionalista e, às vezes, venal.

Óleos e gorduras animais possuem, geralmente, os maiores teores de saturados, porém existem exceções como a já citada gordura de galinha. Da mesma forma, os óleos vegetais são predominantemente formados por poli-insaturados, mas também existem exceções como é o caso do Óleo de Côco e do Óleo de Palma.

Nós ouvimos os termos saturado, mono-insaturado e poli-insaturado todo o tempo, mas o que eles realmente significam ?

Os termos saturado, mono-insaturado e poli-insaturado dizem respeito ao grau de saturação, isto é, à quantidade de átomos de hidrogênio presentes nas moléculas de ácidos graxos.

Acidos Graxos são compostos de átomos de carbono, hidrogênio que no final da molécula possuem um grupo ácido também chamado de carboxílico, formado por um átomo de carbono, dois oxigênios e um hidrogênio.

O que diferencia um acido graxo do outro não é apenas o seu grau de saturação, isto é, a quantidade de átomos de hidrogênio mas também o seu tamanho ou número de átomos de carbonos presentes na molécula. Vejam, por exemplo, como esses mesmos ácidos graxos se distribuem nos alimentos.

Ácidos Graxos, tamanho de sua cadeia de carbono e fontes mais comuns


Outro termo que frequentemente ouvimos e que, por estar devidamente demonizado, é tratado como assunto de conversa entre comadres sobre a saúde, são os chamados triglicérides ou triglicerídeos. O que seriam esses compostos? Serviriam apenas para nos atormentar? São totalmente prejudiciais a saúde?

Os Triglicerídeos possuem inúmeras funções dentro do corpo humano, mas talvez a principal delas seja uma das formas de que o corpo dispõe para armazenar energia e levar ácidos graxos, vitaminas lipossolúveis e outros nutrientes lipossolúveis necessários ao nosso funcionamento de um lugar do corpo para o outro. Eles são importantes substratos de síntese mas exercem um importante papel de transportadores dentro do nosso corpo.

Existem certos tipos de gorduras (ácidos graxos) que normalmente não são encontrados na natureza, isto é, os ácidos graxos trans ou gordura trans. São assim chamados porque ao serem submetidos a temperaturas e pressões elevadas sofrem uma mudança na sua configuração espacial, ou seja, continuam a ser a mesma molécula porém com uma arquitetura diferente e inexistente na natureza. O que significa isso para a nossa saúde?

A bem da verdade todas as nossas membranas celulares ( e aqui é sempre bom lembrar que nos somos seres multi celulares) são formadas de substâncias que contém gorduras (ácidos graxos). São substâncias tais como Fosfolipídeos, Colesterol e Glicolipídeos. A membrana celular é o que regula toda a “Economia” celular. Tal qual uma aduana zelosa e incorruptível, é ela que regula o que entra e o que sai da célula. Após milhões de anos de evolução comendo apenas gorduras na forma natural “Cis” ela estaria geneticamente projetada para operar apenas com esse tipo natural de gorduras. Nos últimos 60 anos o corpo humano vem sendo bombardeado com uma infinidade de fontes de gorduras modificadas, as chamadas gorduras trans. Alguns autores acreditam, que essa incorporação gigantesca de gorduras trans nas membranas celulares estaria, de alguma forma, alterando a permeabilidade celular e fazendo com que a célula passe a admitir substâncias que anteriormente não eram admitidas bem como alterando a saída de substâncias indesejáveis ao metabolismo celular. Não é de se admirar, portanto, que hoje a incidência de doenças degenerativas seja infinitamente maior do que quando se consumia gorduras tidas com “ruins”.

Por volta do ano de 1900 eram consumidas quase que exclusivamente gorduras animais ditas saturadas e as doenças coronarianas eram quase inexistentes. O primeiro aparelho de Eletrocardiograma instalado nos Estados Unidos, na famosa Clinica Mayo, era de fabricação alemã. O médico encarregado de operá-lo levava de 20 a 25 dias para encontrar algum paciente que apresentasse alterações e, por isso mesmo, era motivo de chacota entre seus colegas. O que mudou de lá para cá?

A Presidente da Fundação Weston A. Price Foundation, Sally Fallon, me confidenciou que a margarina somente é consumida por seres humanos pelo fato de acreditarem na propaganda mentirosa veiculada pela mídia que vive, todos nós sabemos, das verbas publicitárias. Ela tentou alimentar animais com margarina e todos se recusaram a consumí-la. Nem insetos se sentem atraídos por esse “petisco high tech”. Essa sabedoria intrínseca e instintiva falta aos seres humanos dotados de cérebros supostamente inteligentes.

Os povos Massai e Samburus, que habitam o continente africano são seres esguios e saudáveis que sobrevivem como pastores de gado por milhares e milhares de anos. Eles não têm o stress e nem a pressão competitiva da vida civilizada, mas seu estilo de vida não poderia ser rotulado de “confortável”, pois diariamente têm que caminhar por kilômetros e kilômetros com o seu gado para lhes prover alimento e água. A sua dieta é bastante extremista. De acordo com seu ponto de vista, fibras e vegetais são alimentos das suas vacas. Eles próprios se alimentam basicamente de leite, carne e sangue. (8).

Um Samburu bebe quase um galão ( 3,78 litros) de leite cru (não pasteurizado) por dia que contém mais de 220 gramas de gordura. Eles nunca ouviram falar da “dieta politicamente correta” que evita colesterol e gorduras saturadas. Seu consumo de colesterol é também elevado especialmente nos períodos em que adicionam de 1 a 2 kilos de carne ao dia à sua dieta de leite cru. Já os Massai, por sua vez, bebem “apenas” cerca de 2 litros de leite cru por dia, porém comem mais carne que os Samburu. (8).

Se os conceitos dos Ditadores Dietocráticos que defendem a dieta baixa em gordura e colesterol estivessem corretos, as doenças coronarianas entre os Massai e Samburu deveriam atingir níveis epidêmicos no Kênia. Entretanto, eles não morrem de doenças coronarianas e seus valores de colesterol, que são baixos, representam apenas 50% dos valores de colesterol dos americanos, embora eles pudessem morrer de rir se tomassem conhecimento desses conceitos nutricionais absurdos propalados pelo status-quo acadêmico via mídia desinformada, venal e manipuladora.

Eu poderia encher mais algumas dezenas de páginas com outros excelentes exemplos de estudos populacionais feitos na Europa, Índia e em diversos outros países, mas creio já ter apresentado suficientes argumentos para ilustrar o meu ponto de vista.
Voltando a questão do Óleo de Côco, que os mais exigentes exigem que seja Extra Virgem e Orgânico, após a “Dieta Politicamente Correta” imposta pelos Ditadores Dietocráticos ter caído por terra, os alimentos com gordura saturada de boa qualidade voltaram a fazer parte de uma dieta saudável. Assim, além do Óleo de Côco, a manteiga, o óleo de fígado de bacalhau, e até mesmo a gordura de galinha e em menor quantidade as gorduras de carne e de porco (desde que a pessoa não seja alérgica a carne de porco que é reconhecidamente alergênica) voltaram a ter novamente importância.

O Óleo de Côco tem sido usado de duas maneiras. Internamente e Externamente.

Normalmente recomenda-se de uma a três colheres de sopa por dia para tratar e remediar casos de disfunção tireoidiana como o hipotireoidismo, problemas renais como cálculo renal, diabetes, etc.... Porém, um dos aspectos mais marcantes do Óleo de Côco é que o ácido láurico e o mono laurato, um mono glicerídeo presente no óleo de côco, tem propriedades bactericidas, antifúngicas e anti-virais. Esses aspectos têm sido amplamente estudados pelo Dr. Jon J. Kabara, da Michigan State University. Por essa mesma razão é usado no tratamento de gastrites e úlceras do estomago provocados pela bactéria Helicobacter pylori e no tratamento de varias doenças virais como HIV pois tem havido relato de inúmeras pessoas que conseguiram reduzir a sua carga viral com o uso do Óleo de Côco e/ou Mono Laurato (Lauricidina). A infecção intestinal por Candiba albicans responde bem ao tratamento com Óleo de Côco . A Sindrome do Intestino Irritável também. A Síndrome da Fadiga Crônica é outra doença para a qual a medicina ortodoxa convencional não tem remédio. Pacientes com esse tipo de problema relatam melhoras mesmo porque os Triglicérides de cadeia média presentes no Óleo de Côco são utilizados prontamente e levados ao fígado pela veia porta e entram prontamente no processo de produção de energia. Por esse mesmo motivo é muito utilizado por atletas e maratonistas.

Externamente há quem jure não existir cosmético melhor. De fato, o Óleo de Côco é totalmente absorvido pela pele e promove a regeneração dos tecidos e da pele sendo muito utilizado como protetor solar e/ou sempre que se quer ter um efeito antibiótico devido as propriedades do mono laurato.

Literatura Recomendada
1. Erasmus, Udo. Fats that Heal and Fats that Kill, Alive Books, Burnaby BC, Canada, 1993, 456 pp.
2. Enig, Mary G. Know your Fats – The Complete Primer for Understanding the Nutrition of Fats, Oils and Cholesterol, Nutritional Sciences Division, Silver Springs, CO, 2000, 334 pp.
3. Leite, Carlos Eduardo. Nutrição & Doença. Um Estudo da Conexão entre alimentos e doenças, IBRASA, São Paulo, 1987, 288 pp.
4. Daniel, Kaayla T., PhD., CCN. The Whole Soy Story- The Dark Side of America’s favorite health food, New Trends Publishing Inc, Washington, D.C., 2005, 457 pp.
5. Fife, Bruce,N.D., Saturated Fat may Save your Life, Health Wise, Colorado Springs, Co, 1999, 207 pp.
6. Pottenger, Francis M. Potenger Cats-A Study In Nutrition, Price-Pottenger Nutrition Foundation, Inc., 2005, 123 pp.
7. Holzapfel, Cyntia & Laura Holzapfel. Coconut Oil, for Health and Beauty, Book Publishing Co, 2003, 127 pp.
8. Ravnskov, Uffe, MD, PhD. The Cholesterol Myths- Exposing the Fallacy that Saturated Fat and Cholesterol Cause Heart Disease, New Trends Publishing, Washington, DC, 2000, 305 pp.
9. Shilhavy, Brian & Marianita Jader. Virgin Coconut Oil, Tropical Traditions, West Bend, Wisconsin, 2004, 224 pp.

Outros artigos de José Luiz Moreira Garcia!
O Leite A2 – Chutando o Balde
Tornando o Leite (ainda) Melhor
O Alto Custo de um Sistema Agrícola Falido
* TRADUÇÃO para o Português

06 Setembro 2009

CHOCOLATE

Vianne Rocher é uma mãe solteira que, acompanhada da filha de seis anos, chega a um conservador vilarejo no interior da França. Lá, tem a "ousadia" de abrir uma loja de chocolates bem em frente à igreja local, justamente quando a comunidade estava se preparando para o jejum. Todos ficam horrorizados, principalmente porque ela também abre sua loja aos domingos.

Entretanto, seus bombons exóticos e sua misteriosa habilidade em perceber os desejos pessoais de cada pessoa, e satisfazê-los perfeitamente com o confeito certo, fazem com que os moradores se entreguem aos poucos às tentações e à felicidade.

Quando um outro forasteiro, o cigano Roux, chega à vila, Vianne também reconhece e se rende a seus próprios desejos. Problemas surgem quando suas ações são confrontadas por aqueles que preferem os caminhos do passado e aqueles que recentemente descobriram o doce sabor do prazer.

Na verdade, o chocolate, que é tão cobiçado e desejado por muitos, é apenas o símbolo e o pretexto utilizados para discutir valores como tradição, humanismo, falsa moral, tolerância - e o conflito entre o preconceito, a repressão, e a alegria da liberdade, o prazer de apreciar as coisas boas da vida, aqui representados pelo paladar e pela aceitação dos outros como eles são.

Aos poucos Vianne consegue persuadir os moradores da cidade em que agora vive a desfrutarem suas exóticas receitas sem culpa.



- Você obviamente nunca provou esses...

Vale a pena saber mais!
Chocolat
* TRADUÇÃO para o Português

08 Agosto 2009

A culpa não é dos PORCOS

O vírus da gripe (influenza) tem 80 milhões de anos. A sua principal característica é a espantosa capacidade de mudar tão logo o organismo crie anticorpos. Em épocas pré-históricas, a gripe já atacava pequenos roedores, passando depois para mosquitos e carrapatos. Esses animais se tornaram imunes, mas o vírus seguiu se reproduzindo e se adaptando às mudanças climáticas do planeta.

Os virus são uma praga para animais e pessoas, e a coisa fica difícil quando começa a passar de uns para os outros, e, pior ainda, quando começa a se transmitir de pessoa para pessoa. Aí, "o bicho pega"!

No passado, "pegava" com mais facilidade, porque não se sabia como se pegava... A assim chamada "gripe espanhola", a mais famosa pandemia da era moderna, causou uma devastação gigantesca há menos de um século atrás, exatamente porque AINDA não se sabia como ela se transmitia. Na verdade, só em 1933, o virus da gripe foi isolado em laboratório, e, mesmo assim não foi o da "espanhola". Este só conseguiu ser isolado em 1951, a partir de tecidos obtidos de necrópsias das vítimas daquela época. E, como a curiosidade matou o gato... em 2002 um cientista americano acabou por reproduzir em laboratório o virus da pandemia de 1918 - e este não se fez de rogado, mostrou-se mais virulento que todos os demais, e devastou os animais do laboratório!

Esse feito - a "ressurreição" do vírus - não teve aceitação unânime da comunidade científica, pois muitos achavam que essa "brincadeira de Deus" ia acabar "libertando o Demônio"... Provavelmente, os mesmos americanos que reproduziram o virus iam criar um caso danado, caso o feito científico tivesse saido de um laboratório russo, chinês, iraniano, coreano do norte... aí seria bioterrorismo, claro!

Um experimento desses é perigoso, é verdade, mas no mínimo demonstra saber. E então, sabendo tanto quanto se sabe hoje em dia, como é que "o bicho ainda pega"?!

O blog Canibais e Reis, em um post intitulado Alimentação em tempos de gripe, publicou uns videos que reproduzo abaixo, e que falam por si só - e falam em Português bem brasileiro: são videos produzidos pela Universidade de Brasília, onde especialistas discutem (com muita clareza) como o modus operandi da criação de animais para consumo humano em doses industriais é um dos principais focos de doenças contagiosas.





(...tempo para ver os videos...)

Ora... todos ouviram bem: essa pandemia era uma "crônica anunciada"...!

Uma pequena série de filmes, intitulada The Meatrix, produzida por grupos de criação independente e orgânica de animais e derivados dos Estados Unidos, já anunciava esse risco - eu diria mesmo essa evidência.



Conforme se pode ver na animação, desde meados do século XX, grandes corporações agrícolas começaram a modificar a agricultura, até então sustentável, para maximizar seus lucros. Nesse sistema industrial, os animais são literalmente empilhados e/ou armazenados o mais perto possível uns dos outros para ganhar espaço e tempo. A maioria nunca vê a luz do dia, não consegue deitar-se no chão e nem são expostos ao ar livre, contrariando a sua natureza. Muitos não conseguem sequer mover-se. Essas condições cruéis causam fraqueza e doenças entre os animais, difíceis de serem detectadas a tempo de evitar que se espalhe por todo o contingente e posteriormente ameace os seres humanos.

Para contornar esse problema, as empresas criadoras fazem a adição de doses constantes de antibióticos e outros medicamentos na ração dos animais, o que gera a reprodução de espécies superresistentes de germes que causam doenças. Primeiramente essas doenças se disseminam entre os animais, depois passam para o homem, e finalmente o contágio se dá de pessoa para pessoa. É ou não é uma "boa receita" para epidemias como a que estamos vendo agora e que já vimos outras vezes no último século? A origem é sempre a mesma, ao que parece...

Nessas criações industrializadas, a ração oferecida é uma mistura de grãos, restos de carne e sangue dos próprios animais abatidos (este último, há quem diga, foi o que deu origem à doença da vaca louca) - uma alimentação inadequada ao organismo desses animais. Além disso, e dos antibióticos, é também feito o uso de hormônios estimulantes do crescimento, que felizmente alguns países desenvolvidos já baniram - como o Canadá e alguns membros da União Européia. Podiam servir de bons exemplos!

Esse tratamento alimentar e químico dos animais, totalmente artificial, desumano e absurdo, gera carne, ovos, leite e derivados de composição nociva ao ser humano, gerando uma série de doenças da moderna civilização ocidental.

Por essa razão, somos sempre aconselhados a não consumirmos as gorduras animais, porque é justamente nelas que se acumulam essa porcariada que é dada aos animais como alimento - ou seja, o que faz mal não é comer os produtos animais, mas comer produtos animais cuja origem é a produção (não criação...) industrializada sem escrúpulos.

Felizmente, as pessoas já começam a questionar de onde vem a comida que estão comendo e estão começando a comprar produtos de origem animal mais saudáveis e sustentáveis - ou seja orgânicos.

Carne orgânica? Frango orgânico? Ovos orgânicos? Leite e derivados orgânicos?...

É... produtos de origem animal também podem ser orgânicos. O cuidado exigido na pecuária orgânica é bem diferente da pecuária convencional, pois produz um alimento livre de agrotóxicos e hormônios sintéticos, além de proporcionar qualidade de vida aos animais, que são criados em liberdade, alimentados apenas pelo pasto ou feno (sem agrotóxicos) e alimentos próprios à espécie - como acontece em pequenas fazendas - e tratados apenas com homeopatia.

As formas de abate também são mais adequadas. O meio de transporte deve ser o mais adequado possível, deve ser equilibradamente ventilado, não pode ser escorregadio e todas as situações causadoras de stress deverão ser minimizadas. As distâncias da propriedade ao abatedouro devem ser as menores possíveis.

O uso de dióxido de carbono é proibido. O uso de estímulos elétricos para condução animal é proibido, assim como métodos de abate lentos e ritualísticos. Não deverão ser administrados tranqüilizantes ou estimulantes sintetizados quimicamente, antes ou durante o transporte. O uso de bastões elétricos e instrumentos do gênero são proibidos. Os animais devem ser insensibilizados antes do abate e de tal forma a não sofrer stress antes da insensibilização. Os animais vivos não deverão ter contato com os animais abatidos em nenhum ponto do trajeto.

Parece utopia? Mas isso não é uma fábula, já existe em muitos países, e até mesmo no Brasil - o que acabam de ler foi retirado deste guia e deste outro, ambos referentes ao sistema orgânico de produção de carne bovina.

Além de se evitar a disseminação de doenças contagiosas advindas das condições da criação, a carne, ovos, leite e derivados de animais criados organicamente, têm uma composição diferente, são mais saudáveis, e as restrições normalmente recomendadas em relação a esses produtos não se aplicam quando os animais são procedentes de criadouros orgânicos. A gordura desses animais, ao contrário da dos animais criados de foma industrializada é uma gordura saudável. Os mais "antigos", talvez ainda se lembrem do tempo em que se conservava as carnes na gordura de porco - e os índices de doenças como o câncer ou doenças coronarianas não era maior nessa época, talvez até pelo contrário!

Resumindo, por agora... essa gripe chegou, vai ficar por uns tempos, vai enriquecer uns e matar outros - e o melhor a fazer agora é tentar escapar dela. É bom sabermos, no entanto, que outras piores poderão aparecer se nada for mudado. Se quisermos contribuir para minimizar os riscos de novas epidemias "asiáticas" e "mexicanas", o melhor que temos a fazer é procurar consumir produtos animais orgânicos - além dos vegetais, claro. Dessa forma, obteremos uma alimentação adequada e saudável, e evitaremos - quem sabe? - novas epidemias porcinas. Mas que se tenha bem claro na mente: a culpa não é dos animais, mas do (sempre ele...) HOMEM.

Coma produtos orgânicos (vegetais e animais), coma produtos da estação, coma produtos de produtores locais e evite as grandes marcas - quanto maior a marca, maior o estrago... o comodismo custa caro, e somos todos responsáveis.

Vale a pena saber mais!
A fúria da Gripe Espanhola
Grandes epidemias de Gripe
The swine flu crisis lays bare the meat industry's monstrous power
Considerações sobre a pecuária orgânica
Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos
Associação Brasileira de Pecuária Orgânica
Splendor of Grass
Learn more: grass-fed
Eat Wild
* TRADUÇÃO para o Português

01 Maio 2009

PANicoDEMIA

Já que não se fala noutra coisa... é melhor dar um pouco de atenção mais objetiva ao surto dessa nova velha gripe.

Nova porque é um conjunto de componentes virais estranho ao nosso organismo; velha porque essa "cepa" de virus - Influenza A, H1N1 - é a mesma da mais famosa pandemia recente, a gripe espanhola de 1918. As similaridades entre as "cepas", as épocas em que elas apareceram, e o fato de ser mais virulenta nos jovens, gerou essa natural preocupação. O Influenza tipo "A" é o mais poderoso vírus da gripe.

Entretanto se passarmos a prestar mais atenção às diferenças entre as duas versões do virus, saberemos, por exemplo, que o virus de 2009 tem um menor número de "assinaturas moleculares" que o de 1918, o que faz com que o ataque aos pulmões seja menos agressivo. Esse virus também apresenta "instruções" similares ao da pandemia de 1957, o que significa que boa parte da população possa ter defesas já constituídas.

Um cientista americano elaborou um modelo matemático para prever o "estrago" do virus atual, e concluiu que, mesmo que NADA fosse feito para conter o avanço da doença, o número de casos seria apenas uma fração dos casos anuais de gripe, digamos assim, "comum". Além disso, o fato de o virus estar sendo encontrado em vários países, não significa que ele está se espalhando de forma particularmente rápida, sem contar que o número de casos fatais ainda é proporcionalmente pequeno, e também equiparável aos dos surtos sazonais "comuns".

Em outras palavras, os sinais são de que essa gripe não será nem de longe um assassino global tão terrível quanto se imaginava inicialmente.

Sabe aquele ditado: "quem procura, acha"? Pois é... por causa da notoriedade da atual gripe, os laboratórios sabem o que estão procurando - de modo que acham, e é natural que o número de casos identificados "aumente".

Entretanto, pelo que se sabe, o Influenza A não é o responsável direto pelos casos fatais; na verdade é o nosso próprio sistema imunológico que faz o "serviço sujo", numa situação de "rebote" conhecida como tempestade de citocinas.

Quando uma gripe se instala em alguém, o sistema imunológico reage de duas formas: os linfócitos T, que vigiam o corpo contra invasores, caçam as células infectadas pelo vírus da gripe e tentam destruí-las; a outra forma acontece quando os linfócitos B são ativados e produzem anticorpos que impedem que o corpo fique vulnerável outra vez ao vírus.

Quando os linfócitos T são ativados, eles produzem um alto nível de citocinas que faz com que o corpo se livre dos invasores. Mas isso também pode custar caro... se a resposta imunológica for exagerada (o que costuma acontecer se o "invasor" é desconhecido) ela vai produzir moléculas inflamatórias que levam ao que é conhecido como tempestade de citocinas. Quando isso acontece, o excesso de células "entope" as vias aéreas e impede a transferência eficiente de oxigênio para a corrente sanguínea, causando a falência de órgãos nobres. A resposta das citocinas é o que faz a pessoa se sentir mal quando se gripa. A tempestade de citocinas pode ser a explicação para o fato de que tanto agora, em 2009, quanto em 1918, os jovens, cujo sistema imunológico é mais forte, sejam suas maiores vítimas.

Não devemos brincar de Poliana... os virus são organismos mutantes, e nunca se sabe se mudam para mais brandos ou mais agressivos, e, de uma estação para outra tudo pode acontecer. Assim, o melhor a fazer é prevenir, sem "surtar", pois uma pandemia não é necessariamente sinônimo de um alto grau de fatalidades!

Mas, e a nossa alimentação - em que pode ajudar a nos preparar para essa ou qualquer outra epidemia?

Para se evitar qualquer infecção dessa natureza, não basta fortalecer o sistema imunológico, é também necessário combater a infecção e procurar evitar essa "tempestade de cura", que pode matar.

Ajuda muito incluir na alimentação diária:

Lactobacilos - Sejam eles provenientes de iogurtes, kefir, leites fermentados, sauerkraut, kimchi e outros fermentados, o processo de fermentação produz importantes nutrientes, enriquecimento biológico dos alimentos e a eliminação de antinutrientes. Um desses lactobacilos, o Lactobacillus Helveticus, presente no leite fermentado Evolus (produzido na Finlândia e disponível na Europa), abaixa a pressão e ajuda na prevenção e tratamento da tempestade de citocinas, por se tratar de um inibidor da enzima conversora de angiotensina. A produção de alguns queijos suiços, os que são cheios de buracos... utiliza esse mesmo lactobacilo em sua formulação.

Óleo de Côco - É preciso que seja extra virgem, não hidrogenado! O óleo de côco tem alto poder antioxidante, melhora o sistema imunológico, e previne e age no combate a viruses, bactérias e fungos.

Alho - Lembrando sempre que ele só é eficiente se consumido cru e amassado. Tipo "curinga", o alho é bom pra tudo, mas é, principalmente, anti-viral!

Hidrate-se - Procurar beber água ao longo do dia já não é mistério para ninguém, pois não?... A água lava e hidrata; um organismo bem hidratado fica mais resistente - e não esquecer de beber água de côco também.

Peixe - Aumente o seu consumo de peixes como o salmão, o atum e a sardinha, pois são ricos em Ômega 3, um potente anti-inflamatório, que age a nível preventivo e curativo.

Frutas e de Vegetais - Boas fontes de Vitamina C e outras, que dispensam comentários.

Caldo de Galinha - Mas não é esse de pacotinho, não! Tem que ser de galinha MESMO, com ossos, gordura e tudo, feitinho em casa. O caldo colabora para um bom equilíbirio eletrolítico, e gordura da galinha fornece vários benefícios.

Curcuma - Compra-se nas ferinhas de produtos orgânicos, é excelente anti-inflamatório e estimulante do sistema imunológico.

Gengibre - Da mesma família da curcuma.

Mel com Própolis - O mel, apesar do teor de açúcar, é altamente nutritivo e curativo; a própolis é comprovadamente antiviral, especialmente a própolis brasileira!

Chá verde - Rico em substâncias que possuem atividade anti-viral e inibem a enzima neuraminidase, a mesma que os tamiflu da vida pretendem inibir, só que sem efeitos colaterais.

Ostras e frutos do mar, fígado de vitela, germe de trigo e sementes de abóbora - parece uma "salada russa", mas é que todos esses alimentos são ricos em zinco, que, tal como o selênio, é rico em substâncias que possuem atividade anti-viral e inibem a enzima neuraminidase.

Vinho - Gostaram dessa, hein?... Mas não é para exagerar! É apenas como fonte de resveratrol, um potente anti-oxidante, anti-inflamatório e modulador do sistema imunológico, além de que é dos mais potentes inibidores da tal enzima neuraminidase.

Castanha do Pará - Rica em selênio, que inibe as citocinas inflamatórias.

Whey - a proteína do soro do leite, presente nos iogurtes, é um poderoso anti-oxidante e otimiza a ação antivirótica.

Dê SEMPRE preferência a alimentos orgânicos e frescos, sejam eles de origem vegetal ou animal.

Por outro lado é importantíssimo evitar: alimentos refinados e processados, açúcar, adoçantes artificiais, gorduras trans, óleos vegetais (exceto o azeite de oliva extra virgem) e, se possível, os GMOs - alimentos geneticamente modificados. Todos esses são promotores de processos inflamatórios no organismo.

Além de se alimentar bem, alguns outros cuidados são fundamentais: tomar sol regularmente para produzir Vitamina D (ou tomar uma cápsula, caso isso não seja possível...), dormir bem para evitar os hormônios do stress e permitir que o corpo tenha condições de se recuperar. E mantenha os pés quentes! Pés frios não causam gripes, mas "minam" as nossas defesas.

Lavar bem as mãos - SEMPRE, não só por causa DESSA gripe. A maior fonte de infecção vem das maçanetas, corrimãos, telefones, dinheiro, etc. Quando uma pessoa contaminada espirra ou tosse, o virus fica armazenado em pequenas gotículas que contém, entre outras coisas, muco. Essas gotículas vão parar (diretamente, ou através das mãos da própria pessoa infectada) nas maçanetas, corrimãos, telefones e no que mais estiver ao seu alcance. O muco "protege" o virus, e assim, ele vai sobrevivendo. Só no verão, devido ao calor, essas gotículas secam e o virus morre - por isso acontecem menos gripes no verão

Por isso é TÃO importante lavar as mãos - e, evitar ficar botando as mãos no rosto antes dessa lavagem, melhor ainda!

E, last but not least...

Mexa-se! - O exercício estimula a circulação do sangue e do sistema linfático, sendo esse último essencial na remoção das toxinas do corpo.

OBS: Quem tiver contribuições a dar ao assunto, ou correções a fazer ao texto, não hesite em deixar um comentário, em benefício de todos.

Vale a pena saber mais!
AntiVirals
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Swine Flu Cytokine Storm Cures
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* TRADUÇÃO para o Português

Addendum Farmacológico

Aqui apresentado com o único objetivo de esclarecer o que nos propõe a medicina oficial e ajudar na busca de soluções alternativas

Existem disponíveis, atualmente, quatro fármacos que podem ser para o tratamento ou profilaxia de infecções provocadas por vírus influenza: amantadina e rimantadina, que são inibidores M2 (proteína membranar que funciona como canal iônico)­­, que impedem o “uncoating” (liberação do genoma) do vírus, o que inibe a sua replicação - e os dois fármacos mais recentes que pertencem à classe dos inibidores da neuraminidase − zanamivir e oseltamivir.

Quando um vírus entra no nosso organismo, as células do sistema imunológico o comem para evitar que cause algum dano à nossa saúde. Só que, ao tentar digerí-lo, acabam por permitir que seu material genético alcance o interior celular e, uma vez que isto tenha acontecido, a célula passa a ser comandada pelo vírus, funcionando como uma fábrica de novas unidades.

Os inibidores M2 agem justamente no momento em que o vírus está preso nas células do sistema imunológico, impedindo que este se desfaça liberando o genoma viral e dê início à infecção.

Os inibidores de neuraminidase funcionam, ao contrário, no final do processo. Uma vez que a célula tenha se transformado numa pequena fábrica de vírus, os inibidores impedem que ela libere as novas unidades. Ou seja, os inibidores de neuraminidase impedem que o vírus se espalhe pelo nosso organismo.

O virus pode se tornar resistente tanto a uns quanto a outros - daí o cuidado em não se administrar esses fármacos indiscriminadamente. Os inibidores de neuraminidase por serem medicamentos mais modernos que os inibidores M2 ainda não provocam tanto o aparecimento de resistência.

A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra a gripe. Por outro lado, admite-se que é muito difícil produzir um imunizante contra um vírus com grande capacidade de mutação. No caso da gripe, uma pessoa pode ficar doente mesmo tendo-se vacinado. Ainda assim a vacinação é considerada importante pela medicina oficial, pois alega-se que confere imunidade relativa em relação a algumas das novas formas assumidas pelos vírus, reduzindo a gravidade da manifestação da doença.

Influenza
Atchin! É gripe?
* TRADUÇÃO para o Português

29 Abril 2009

A Festa de BABETTE

A fim de escapar da guerra civil e da repressão da Paris de 1871, Babette desembarca, em meio a uma tempestade, na costa selvagem da Dinamarca.

Alí, num vilarejo sombrio, vivem as belas filhas de um devoto pastor protestante que prega a salvação através da renúncia. Com a chegada de Babette, a vida das duas irmãs e do pequeno povoado começa a mudar. Aos poucos, seus dotes culinários invadem a alimentação, tão insípida quanto a rotina dos habitantes, até que, muitos anos depois, um fato inesperado lhe propicia oferecer um jantar, que sutilmente vai conquistando o paladar e o coração de seus 12 convidados.

A maestria com que é preparada a refeição e o requinte com que é servida, na eloqüência dos detalhes, compõe um ritual que dá água na boca e desinibe o espírito. A Festa de Babette é redentora, leva à descoberta do prazer sem culpa, ao desabrochar da alma, ao despertar do bem naquelas pessoas à volta da mesa.



- Um artista nunca é pobre.

Vale a pena saber mais!
Babette's Feast
* TRADUÇÃO para o Português

26 Abril 2009

Alguns CIDAS na alimentação






















www.newstarget.com

FUNGICIDAS
PESTICIDAS
HERBICIDAS
GENOCIDAS...

Vale a pena saber mais!
The many cides of modern food production
* TRADUÇÃO para o Português
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